
O paradoxo mais comum e observado em lideranças experientes: Quanto mais uma abordagem funcionou no passado, maior a resistência a questioná-la quando o contexto muda. De fora, parece teimosia. Por dentro, é o histórico de sucesso operando exatamente como deveria, só que num contexto que já mudou.
Muitas vezes se esquece que contextos de maior complexidade não são versões maiores dos anteriores: na verdade, exigem modelos mentais diferentes, não apenas mais esforço dentro do modelo existente.
O que observamos é que o líder que está no limite do próprio modelo frequentemente diagnostica o problema como falta de execução, desalinhamento do time, ou timing errado de mercado. Raramente se dá conta de que está atuando com um repertório inadequado à ordem de complexidade atual.
Porque esse diagnóstico é o mais caro de fazer. Ele implica rever o que funcionou. E rever o que funcionou implica questionar parte da identidade construída com base nesse sucesso. O trabalho real começa quando uma pergunta pode ser feita sem ameaça: “O que meu modelo atual não consegue mais ver?” Essa é a superfície.
A estrutura interna está no Entreatos — publicada nesta semana.

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